terça-feira, 24 de agosto de 2010

improviso, insone, in... (again!)

O último samba que eu não sei tocar
veio junto da última palavra que eu não soube dizer
já é manha e essa insônia que não me deixa dormir..
eu quero é dançar um ritmo latino psicodélico
só porque você não me deixa dormir
e as noites vão ficando sem sol

o último quadro que eu não sei pintar
foi mal desenhado com as palavras que eu queria dizer
e sem sentido, eu só queria te convidar
pra irmos à selva, despidos e descalços
porque sozinha eu tenho medo e com você também
mas com você eu não tenho medo sozinha

a última lágrima que eu não soube chorar
esboçou o melhor riso que alguém poderia me trazer
e eu quis lhe chamar pra dar um rolê pela américa, europa e meu sul
pra ir morar comigo, viver de sol, som e letra
discutir o inconsciente sentido das coisas da mente
pra esquecer a vida e lembrar do contrário de morte.



(Quarta-feira, 22 de Julho de 2009)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Alma sem negócios


No vinho há verdade, nos negócios não.
E essa pressa, esse sono, essa preguiça,
coisa sem álcool, sem sentido, sem espírito de dizer "bom dia!"
bom dia, meus bens!
E as saudades?
esses taxistas, sabem tanta coisa, enlouquecem mesmo de saber,
eu que não queria essa vida...
saber sem saber que sabe? ó céus!
eu só quero dormir, dormir, dormir
(escutar beatles e dormir...)
e acordar minhas irmãs, meus amores com panquecas gostosas, com chocolate e morango e desejar-lhes um bom dia!
para isso tenho a madrugada de insônia, eu não controlo táxis, não controlo pensamentos,
hey doctor robert!
eu controlo binômios sem newton, comidas, músicas e tintas
e isso é felicidade!
well... well...
essas pausas entre acordado e dormindo, dormindo e acordado, essa consciência dói!
não quero ser taxista, ninguém suporta saber todos os caminhos
e eu prefiro os caminhos que não sei,
caminho de vinhos, de sono-insônia, de saudade, prazer e medo.
eu tenho medo,
look at all the lonely people!
se eu for uma dessas lonely people... i can't wait forever!
but i got time...
eu não sei, não sei desse turbilhão
minha alma branca vai voltando ao tinto,
veritas

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

re pensar

Depois de saber, só nos falta admitir que se sabe.
(- E o que fazer com isso?)
Na bíblia diz: quanto mais lhe for dado, mais lhe será cobrado.
Eu sempre quis pouco, mas a natureza vem cair na minha cabeça
que nem um raio que me explode pra dentro
que nem um vulcão que me joga pra fora
que nem os vermes que eu mastigo com pressa
antes que eles me devorem.

(- E o que fazer com isso?)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

lua cheia

Então as lobas saem de suas tocas, com seus instintos de cachorra.
Os lobos espertos também, com seus instintos de... como é mesmo que eles dizem..? Isso! Homem. Nada mais natural nesse mundo que o tempo e a natureza, mas o mundo deixou de ser natureza faz tempo. Os lobos-homens ficam meio desatentos, eles não querem ovelhas nem lobas. Eu que não queria essas lobas disfarçadas de ovelhas. Nem virar loba numa lua qualquer. Nem a imortalidade.
Eu só queria uma lua, cheia, e o direito à palavra!
Não quero ser ovelha
nem loba
nem gente
nem urubu.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

i'm so tired

Eu não quero acabar a noite num igreja de bêbados, eu não quero parir um bicho-do-mato, filho de ninguém, filho de mim.
Eu tentei sair pelas portas laterais, sem me despedir, mentindo para mim mesma que ia voltar.
Eu busquei o caminho mais difícil, o de sonho sem sono, o de pedra, o da inconsciência.
Eu quis ser verdade com os outros, e a única maneira de ser verdade com os outros é antes mentir pra si.
E não,
e não
e não.
I need a fix 'cause i'm going down...
Essa angústia de ser humano só, porque ser é só e é só o que é ser.
E eu já não sei dormir, eu já não sei escrever, eu já nada.
Boa noite, meu bem.

domingo, 11 de julho de 2010

terça-feira

eu não quero nenhum obstáculo entre o som
e eu
entre teu som
e eu
som de guitarra
gemido
sono
violão
e riso

While your guitar gently plays...

eu ando à beira
à beira da insanidade
meu tempo escorrendo
eu não consigo segurar o tempo
eu não vejo o tempo
sinto apenas a ausência de tempo
essa fúria de tempo
me arrancando os cabelos
meus olhos andam à beira
de um susto
à beira de um desmaio
num salto,
num segundo parado eterno
e se não cai e não levanta
e não acorda e não dorme
e não aceita e não nega
é à beira do caminho
que se segue e se para
e se esquece
na brisa de cada dia